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Província Brasileira Meridional

Em meados de julho de 1903 desembarcaram na ilha do Desterro, hoje Florianópolis, os dois primeiros religiosos dehonianos procedentes da Alemanha: Padres Gabriel Jacó Lux e José Fidelis Foxius. Assumiram, de início, a igreja de São Francisco e a escola paroquial, além de ajudar na igreja matriz da atual capital catarinense. Essa atividade pastoral constituía, no entanto, um trabalho provisório, porquanto o objetivo da missão era a assistência espiritual às colônias alemãs.

Aos 20 de janeiro de 1904 vieram mais três missionários: Padres Henrique Meller, João Stolte e o Irmão Rafael Küppers. Em 1904, Dom Duarte Leopoldo e Silva, bispo da Diocese de Curitiba (que, então, abrangia os Estados do Paraná e de Santa Catarina), confiou à Congregação SCJ as paróquias de São Luís Gonzaga, em Brusque-SC, e do Puríssimo Coração de Maria, em São Bento do Sul-SC. No mesmo ano chegaram da Alemanha os Padres Henrique Lindgens, Francisco Schüler e Antônio Wollmeier. Em 1906, a missão recebeu a visita oficial do Padre Dehon, fundador da Congregação SCJ. Ficou muito entusiasmado e esperançoso com os rumos da missão no sul do Brasil; o que trouxe novo alento e novas forças aos missionários. Com a chegada de mais dehonianos, foram assumidas novas paróquias em Santa Catarina (Jaraguá do Sul, Joinville, Tubarão, Itajaí, Botuverá, Vargem do Cedro, Corupá e Trindade/Florianópolis).

Na década de 20, em crescente expansão, a Congregação assume novas paróquias nos estados de São Paulo e de Minas Gerais. Ainda, no ano de 1924, começa a funcionar o curso de Teologia em Taubaté-SP e P. Germano Brandt funda o seminário menor de Brusque-SC, transferido para Corupá-SC em 1932.
Após 28 anos da chegada dos primeiros missionário ao Sul do Brasil, e em pleno crescimento, no ano de 1934 é criada a Província Brasileira Meridional dos Padres do Sagrado Coração de Jesus, desmembrada da Província alemã, com sede em Taubaté-SP. P. Pedro Storms foi o primeiro Superior provincial.

Ano após ano, a nova Província assume novas realidades e novas missões. Com o aumento do número de candidatos à vida religiosa e sacerdotal, fez-se necessário construir novas escolas apostólicas e ampliar as já existentes. Assim, a década de 40 é marcada pela fundação dos seminários de Crissiumal-RS, Rio Negrinho-SC e Lavras-MG. No ano de 1956 o noviciado de Brusque-SC passa para Jaraguá do Sul-SC. Em 1972 o Instituto Dehonista (Seminário de Ensino Médio), em Curitiba-PR, foi inaugurado e, em 1976, o seminário de Terra Boa-PR começa a funcionar.
Na década de 80 começou a surgir na Província certa inquietação em relação à sua estrutura e ao seu funcionamento: dificuldade de governar e animar uma Província tão extensa e tão numerosa. Surge o desejo de se criar uma nova Província.

Realizaram-se estudos, pesquisas entre os religiosos, debates em assembleias e capítulos. Por fim, no Capítulo Provincial Extraordinário de julho de 1993, votou-se pela criação de uma nova Província. Como não houvesse, porém, os 2/3 dos votos exigidos, os capitulares optaram por duas Regiões: uma que englobaria o território do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e da grande Curitiba; e outra que compreenderia o território de Minas Gerais. O Governo Geral, porém, aprovou a criação de apenas uma Região: a RBM, composta pelos dois Estados do Sul e pela região de Curitiba, que foi ereta, oficialmente, aos 12 de outubro de 1994.

Passo a passo, no centenário da presença dehoniana no Sul do Brasil, no ano de 2003, a partir da Região RBM, é criada a nova Província dos Padres do Sagrado Coração de Jesus, conservando o nome original (BM – Brasil Meridional). A outra Província passou a se chamar Província Brasileira Central (BC).

Com sede em Curitiba, a nova Província BM teve como primeiro provincial o P. Osnildo Carlos Klann. Antes da divisão, a antiga BM era a maior Província da Congregação, contando com aproximadamente 400 religiosos.
Em 2010 o Governo Geral realizou uma ampla reformulação das siglas que identificam todas as entidades da Congregação, passando de duas para três letras. Dessa forma, a sigla que identifica a Província Sul-brasileira passou a ser BRM.

Hoje, contando com 125 membros, e com a sede em Corupá, SC, a BRM, por meio dos seus religiosos, atua em paróquias, seminários, casas de retiros, obras educacionais e missões. A BRM está presente nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Rondônia. Há uma intensa atividade missionária no Paraguai. Ainda, mantem religiosos na Alemanha e em Roma.

Superiores Provinciais da BRM:
2003 – 2006: Pe. Osnildo Carlos Klann
2006 – 2012: Pe. Léo Heck
2012 – 2015: Pe. Donizeti Queiroz
2015: Pe. Gilberto Bonato Xavier

 
 

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