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05.Ago - O “Sint Unum” e a vida comunitária
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O “Sint Unum” e a vida comunitária

Como expressão sempre imperfeita do "sint unum" do Senhor (Jo 17,21), muito querida ao nosso Fundador, a fraternidade constitui a primeira realização da nossa vocação; a verificação do nosso acolhimento do Evangelho; o anúncio existencial do Reino de Deus. É num mundo cada vez mais globalizado, mas, ao mesmo tempo, ferido pelas guerras, divisões, injustiças e individualismo, que se insere o nosso projeto de comunidade. É ele que nos faz passar do "eu" ao "nós"; nos faz superar, através da reconciliação, os conflitos que embaraçam a vida das nossas comunidades; nos faz construir a comunhão, a nível local, provincial/regional/distrital, congregacional e eclesial. Estamos conscientes que a vida comunitária é o grande desafio para o futuro e oferece um contributo fundamental para a construção de um mundo novo.


 A convicção forte que brotou na Congregação é aquela que está também presente nas Constituições: a vida fraterna em comunidade é o modo específico de nos abrirmos aos irmãos e à missão; é a nossa primeira obra apostólica (Cst. 63); a comunidade está primeiro que a missão e confere-lhe um carácter específico. O mesmo tema é profundamente desenvolvido em tantos documentos oficiais da Igreja (cf. Vida fraterna em comunidade) e da Congregação (cf. Atas da Conferência Geral de Neustadt: A vida comunitária é missão).


 Refletindo sobre os valores da vida comunitária, é importante torná-los partilha em toda a Congregação e, sobretudo, valores que inspiram essa vida. Por isso, evidenciamos apenas alguns elementos indispensáveis e irrenunciáveis para uma autêntica "refundação". O Sint unum e a abertura à alteridade são as palavras chave deste processo de renovação. É a própria Trindade que nos apresenta a expressão realizada da máxima coexistência da unidade e da diversidade (cf. Jo 10,30; 16,13; 2Ts 2,13).


Raízes dehonianas


Somos confrontados com muitos documentos sobre a comunhão e a comunidade que encontram dificuldade em se tornar estilo de vida. Esta verificação impele-nos a uma contínua conversão ao "sint unum".


A comunidade local é o primeiro lugar onde vivemos a passagem do "eu" ao "nós", no seguimento de Cristo. A vida comunitária é partilha de fé, de projetos e de bens, onde se aprende a superar o individualismo, caminhando para a unidade, respeitando as diferenças, construindo uma harmonia tornada possível a partir da vontade de comunhão.
Convocados pelo próprio Senhor, queremos contribuir para edificar livre e responsavelmente a fraternidade que testemunha o "como é bom e agradável viverem os irmãos em união!" (Sal 133,1). Deste modo se superam formas de convivência baseadas na pura "regularidade" ou na eficácia, orientando-se, sobretudo, para a gratuidade, o acolhimento e a estima recíproca. Tudo isto atesta ao mundo que a fraternidade dos discípulos do Senhor é possível.


 A comunidade é a nossa primeira atividade apostólica, a primeira forma de missão e também o critério fundamental para assumir ministérios e obras. Ela é chamada a ser testemunho concreto do Evangelho, enquanto anúncio da nova humanidade gerada pelo Espírito. A partir dela somos enviados para a missão em sintonia com a Congregação e a Igreja local.


1.     Os elementos que unem a comunidade religiosa:


- Oração pessoal e comunitária;


- A liturgia, especialmente a Eucaristia;


- O carisma da congregação;


- Nosso apostolado;


- Celebrar juntos as festas, o nosso tempo livre e os momentos de recreação.


2.      Os obstáculos no caminho da unidade:


- Incapacidade de enfrentar a diversidade;


- Dificuldade de perdoar, de esquecer o rancor;


- Nossos defeitos, sobretudo, a soberba e o egoísmo.


Padre Francisco Sehnem, scj

Padre Francisco Sehnem, scj

É religioso presbítero da Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus.
Ingressou na Congregação no ano de 1956 no Seminário São José, em Rio Negrinho (SC).
Professou os votos de castidade, pobreza e obediência no dia 02 de fevereiro de 1965.
Foi ordenado sacerdote no dia 06 de dezembro de 1970. Atuou como Mestre de Noviços.
Foi o primeiro Superior Regional no período de criação da nova Província Brasileira Meridional.
Atualmente é formador no Noviciado Nossa Senhora de Fátima, em Jaraguá do Sul.

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