Dehonianos
Liturgia Diária
24.Mar - Domingo de Ramos
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  • 1ª Leitura
  • Salmo
  • 2ª Leitura
  • Evangelho




  • Primeira Leitura (Is 50,4-7)


    Leitura do livro do Profeta Isaías:


    O Senhor Deus deu-me língua adestrada, para que eu saiba dizer palavras de conforto à pessoa abatida; ele me desperta cada manhã e me excita o ouvido, para prestar atenção como um discípulo. O Senhor abriu-me os ouvidos; não lhe resisti nem voltei atrás.


    Ofereci as costas para me baterem e as faces para me arrancarem a barba; não desviei o rosto de bofetões e cusparadas. Mas o Senhor Deus é meu Auxiliador, por isso não me deixei abater o ânimo, conservei o rosto impassível como pedra, porque sei que não sairei humilhado.


    - Palavra do Senhor.


    - Graças a Deus.







     





    Segunda Leitura (Fl 2,6-11)


    Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses:


    Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz.


    Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome. 10 Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, 11 e toda língua proclame: “Jesus Cristo é o Senhor”, para a glória de Deus Pai.


    - Palavra do Senhor.


    - Graças a Deus.







     









    Responsório Sl 21(22),8-9.17-18a.19-20.23-24 (R. 2a)


    — Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?


    — Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?


    — Riem de mim todos aqueles que me veem, torcem os lábios e sacodem a cabeça: Ao Senhor se confiou, ele o liberte e agora o salve, se é verdade que ele o ama!


    — Cães numerosos me rodeiam furiosos e por um bando de malvados fui cercado. Transpassaram minhas mãos e os meus pés e eu posso contar todos os meus ossos.


    — Eles repartem entre si as minhas vestes e sorteiam entre si minha túnica. Vósporém, ó meu Senhor, não fiqueis longe, ó minha força, vinde logo em meu socorro!


    — Anunciarei o vosso nome a meus irmãos e no meio da assembleia hei de louvar-vos! Vós, que temeis ao Senhor Deus, dai-lhe louvores, glorificai-o, descendentes de Jacó, e respeitai-o, toda a raça de Israel!






     






     

    Anúncio do Evangelho (Mc 15,1-39 - Forma breve)


    Narrador 1: Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo, segundo Marcos:


    Logo pela manhã, os sumos sacerdotes, com os anciãos, os mestres da Lei e todo o Sinédrio, reuniram-se e tomaram uma decisão. Levaram Jesus amarrado e o entregaram a Pilatos. E Pilatos o interrogou:


    Leitor 1: “Tu és o rei dos judeus?”


    Narrador 1: Jesus respondeu:


    — “Tu o dizes”.


    Narrador 1: E os sumos sacerdotes faziam muitas acusações contra Jesus. Pilatos o interrogou novamente:


    Leitor 1: “Nada tens a responder? Vê de quanta coisa te acusam!”


    Narrador 1: Mas Jesus não respondeu mais nada, de modo que Pilatos ficou admirado. Por ocasião da Páscoa, Pilatos soltava o prisioneiro que eles pedissem. 7 Havia então um preso, chamado Barrabás, entre os bandidos, que, numa revolta, tinha cometido um assassinato. A multidão subiu a Pilatos e começou a pedir que ele fizesse como era costume. Pilatos perguntou:


    Leitor 1: “Vós quereis que eu solte o rei dos judeus?”


    Narrador 2: 10 Ele bem sabia que os sumos sacerdotes haviam entregado Jesus por inveja. 11 Porém, os sumos sacerdotes instigaram a multidão para que Pilatos lhes soltasse Barrabás. 12 Pilatos perguntou de novo:


    Leitor 1: “Que quereis então que eu faça com o rei dos judeus?”


    Narrador 2: 13 Mas eles tornaram a gritar:


    — “Crucifica-o!”


    Narrador 2: 14 Pilatos perguntou:


    Leitor 1: “Mas, que mal ele fez?”


    Narrador 2: Eles, porém, gritaram com mais força:


    — “Crucifica-o!”


    Narrador 2: 15 Pilatos, querendo satisfazer a multidão, soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus e o entregou para ser crucificado. 16 Então os soldados o levaram para dentro do palácio, isto é, o pretório, e convocaram toda a tropa. 17 Vestiram Jesus com um manto vermelho, teceram uma coroa de espinhos e a puseram em sua cabeça. 18 E começaram a saudá-lo:


    — “Salve, rei dos judeus!”


    Narrador 1: 19 Batiam-lhe na cabeça com uma vara. Cuspiam nele e, dobrando os joelhos, prostravam-se diante dele. 20 Depois de zombarem de Jesus, tiraram-lhe o manto vermelho, vestiram-no de novo com suas próprias roupas e o levaram para fora, a fim de crucificá-lo.


    Narrador 2: 21 Os soldados obrigaram um certo Simão de Cirene, pai de Alexandre e de Rufo, que voltava do campo, a carregar a cruz. 22 Levaram Jesus para o lugar chamado Gólgota, que quer dizer “Calvário”. 23 Deram-lhe vinho misturado com mirra, mas ele não o tomou. 24 Então o crucificaram e repartiram as suas roupas, tirando a sorte, para ver que parte caberia a cada um.


    Narrador 1: 25 Eram nove horas da manhã quando o crucificaram. 26 E ali estava uma inscrição com o motivo de sua condenação: “O Rei dos Judeus”. 27 Com Jesus foram crucificados dois ladrões, um à direita e outro à esquerda.(28) 29Os que por ali passavam o insultavam, balançando a cabeça e dizendo:


    — “Ah! Tu, que destróis o Templo e o reconstróis em três dias, 30 salva-te a ti mesmo, descendo da cruz!”


    Narrador 1: 31 Do mesmo modo, os sumos sacerdotes, com os mestres da Lei, zombavam entre si, dizendo:


    — “A outros salvou, a si mesmo não pode salvar! 32 O Messias, o rei de Israel... que desça agora da cruz, para que vejamos e acreditemos!”


    Narrador 2: Os que foram crucificados com ele também o insultavam. 33 Quando chegou o meio-dia, houve escuridão sobre toda a terra, até as três horas da tarde. 34 Pelas três da tarde, Jesus gritou com voz forte:


    — “Eloi, Eloi, lamá sabactâni?”


    Narrador 2: Que quer dizer:


    — “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”


    Narrador 2: 35 Alguns dos que estavam ali perto, ouvindo-o, disseram:


    — “Vejam, ele está chamando Elias!”


    Narrador 2: 36 Alguém correu e embebeu uma esponja em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara e lhe deu de beber, dizendo:


    — “Deixai! Vamos ver se Elias vem tirá-lo da cruz”.


    Narrador 1: 37 Então Jesus deu um forte grito e expirou. (Todos se ajoelham um instante) 38 Nesse momento, a cortina do santuário rasgou-se de alto a baixo, em duas partes. 39 Quando o oficial do exército, que estava bem em frente dele, viu como Jesus havia expirado, disse:


    — “Na verdade, este homem era Filho de Deus!”


    — Palavra da Salvação.


    — Glória a vós, Senhor.

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