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JMJ 2023: símbolos acolhidos com gestos que envolvem as populações
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JMJ 2023: símbolos acolhidos com gestos que envolvem as populações

Rui Saraiva – Portugal


Os símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) já estão na diocese de Viseu. Ali foram acolhidos no passado domingo dia 3 de abril vindos da diocese da Guarda. Inês Silva colabora com a comunicação do Comité Organizador da JMJ na diocese de Viseu e faz-nos a crónica deste acontecimento.



Uma nova esperança


“Este fim de semana deu-se mais um passo no caminho para a Jornada Mundial da Juventude, que se vai realizar em Lisboa, em 2023. Domingo, dia 3 de abril é a data que marca a chegada dos símbolos das Jornadas à diocese de Viseu. Vindos diretamente da Sé da Guarda, a cruz e o ícone mariano foram recebidos na Praça da República, o coração da cidade jardim, pelos fiéis. A receção teve as honras do Bispo de Viseu, D. António Luciano, que foi seguida de uma procissão até à Sé Catedral, onde se realizou uma cerimónia de boas-vindas com música ao vivo.


Para além de D. António Luciano, marcaram presença D. Américo Aguiar, presidente da Fundação JMJ Lisboa 2023 e bispo auxiliar de Lisboa, Fernando Ruas, presidente da Câmara Municipal de Viseu, a equipa do Comité Organizador Diocesano de Viseu, os escuteiros, entre outros movimentos presentes na diocese.


A passagem dos símbolos entre dioceses contou com a presença de D. Manuel Felício, bispo da Guarda, e mobilizou várias pessoas. Entre elas está Adriana Machado, membro do Grupo de Jovens do Espírito Santo, da paróquia de Mioma, em Sátão, que diz ser “uma honra” participar na receção e que espera “estar em bastantes momentos” com os símbolos das JMJ.


Francisco Neves, um dos representantes da Junta Regional de Escuteiros, afirma que espera que os símbolos tenham um efeito positivo nos jovens, levando-os a participar no caminho até às JMJ Lisboa 2023.


O testemunho de Francisco Neves comprovou-se pela quantidade de jovens presentes na chegada dos símbolos. Dos mais velhos aos mais novos parece ser unânime a felicidade de presenciar este momento. Quem o diz são dois Afonsos, de 6 anos, que quiseram marcar presença.


Ao final da tarde, D. António e D. Américo celebraram a primeira eucaristia na presença dos símbolos, fechando o dia com uma oração Taizé organizada pelo grupo de jovens “Cordas”.


Ao longo da semana, os símbolos passarão pelos Arciprestados de Viseu Urbano e Rural, destacando-se o encontro dos símbolos com os estudantes das diferentes instituições de ensino superior da cidade, ao longo desta terça-feira, dia 5 de abril, a Via Sacra a realizar no parque da cidade de Viseu, às 21h do dia 8 de abril, e uma celebração festiva às 21h do dia 9 de abril.


D. António Luciano deixou uma mensagem aos jovens pedindo para que estes encarem a passagem dos símbolos como “uma nova aurora, um novo dia e uma nova esperança” para a Diocese de Viseu.


Os símbolos permanecerão em Viseu… durante a grande maioria do mês de abril, partindo para o Funchal dia 29 deste mês. A agenda de atividades com os símbolos das Jornadas Mundiais da Juventude, que tomam lugar em Viseu, vai ser divulgada durante o mês de abril, nas redes sociais da Juventude da Diocese de Viseu.”


Entretanto, ainda ecoa nos corações dos jovens da Guarda a presença dos símbolos da JMJ naquela diocese. O padre Francisco Barbeira, diretor do jornal semanário “A Guarda” envia-nos a sua última crónica que aqui divulgamos.


Acolhimento com alegria em ambiente festivo


“A última semana da peregrinação dos símbolos das Jornadas Mundiais da Juventude pela Diocese da Guarda, de 27 de Março a 3 de Abril, ficou marcada pela grande afluência de jovens, bem como por gestos que envolveram as populações.


A Cruz e o Ícone de Nossa Senhora foram muitas vezes acolhidos e enviados em ambiente festivo com tapetes de flores, lançamento de pombas, balões e pétalas, lenços brancos e muitos aplausos.


Os rostos de alegria e expectativa da chegada transformaram-se em rostos de saudade e de algumas lágrimas, na hora da despedida.


As comunidades viveram dias de oração intensa pelos jovens, pelas Jornadas de 2023, pela Paz.


Aos momentos de oração individual juntaram-se as celebrações comunitárias da Missa, da Via Sacra, das Vigílias de Oração e até da recitação do Rosário.


Os Símbolos das Jornadas passaram por montes e vales e marcaram, de forma intensa, aldeias vilas e cidades do arciprestado Guarda-Manteigas. A partir de Manteigas seguiram para Famalicão da Serra, Gonçalo, Vale de Estrela, Barroquinho, Castanheira, Cerdeira, e Guarda.


Sara Lopes, membro do Grupo de Jovens Kaire Ictus, da Guarda, considerou a peregrinação dos Símbolos pela Diocese como “uma oportunidade única”. Disse que foi “uma maneira de despertar os jovens para as Jornadas Mundiais da Juventude.


A intensidade com que foi vivida a peregrinação da Cruz e do Ícone de Nossa Senhora fez com que as jornadas ficassem “mais próximas dos jovens”.


Tiago Gomes, estudante de medicina, natural da Guarda viu na peregrinação dos símbolos uma primeira resposta dos jovens ao apelo do Papa quando os convida a levantarem-se para serem testemunhas do que viram e ouviram.


“Aquilo que se viu por toda a Diocese, por todas as comunidades, por todas as paróquias, foi um grande testemunho de fé, de caminhada, que se quer que não esmoreça aqui”, considerou Tiago Gomes.


Céu Vale disse ser “uma graça grande” a presença dos símbolos das Jornadas Mundiais da Juventude, na aldeia de Vale de Estrela, nos arredores da Guarda, lembrando que “marcaram a minha juventude e a minha caminhada de fé”.


O coordenador da Pastoral Juvenil, padre Rafael Neves falou de “um balanço extremamente positivo”, da peregrinação dos símbolos pela Diocese da Guarda.


Considerou que “foi uma experiência forte de anúncio das Jornadas Mundiais da Juventude e, sobretudo, uma espécie de novo ponto de partida para sensibilizar e envolver os jovens e menos jovens no dinamismo da JMJ”.


O Bispo da Guarda disse que a peregrinação dos símbolos da JMJ-2023 pela Diocese da Guarda, que acompanhou com a maior proximidade, “foi uma verdadeira bênção”.


D. Manuel Felício lembrou que o percurso feito pelos sete arciprestados “teve muitos e variados eventos que despertaram e envolveram muito as pessoas, jovens e menos jovens; uns que decorreram nas Igrejas, como foi a actuação da Banda Jota em Pinhel e Penamacor, outros pelas ruas das aldeias, vilas e cidades, com vias-sacras públicas, passagem pelas escolas, paragens e mesmo celebrações em lugares públicos estratégicos, visitas a instituições, para além da recitação do Terço do Rosário e celebração da Eucaristia, bem como vigílias de oração”.


A Via-Sacra que se realizou no ponto mais alto do território continental, na Torre da Serra da Estrela, foi apontada pelo Bispo da Guarda como “dos pontos mais marcantes da peregrinação dos símbolos”. Apesar do tempo muito agreste que se fazia sentir, a Via-Sacra partiu da Capela de Nossa Senhora do Ar e terminou, com a encenação do episódio da descida da Cruz, junto ao monumento encimado pela cruz que marca o ponto mais alto da Serra da Estrela.


A Cruz peregrina e o Ícone de Nossa Senhora foram entregues à Diocese de Viseu, na Sé da Guarda, durante a celebração Missa presidida por D. Manuel Felício e em que concelebraram o D. António Luciano, Bispo de Viseu e D. Américo Aguiar, Presidente da Fundação JMJ.”


A Rádio Vaticano e o Vatican News continuam a acompanhar a preparação da Jornada Mundial da Juventude que decorrerá em Lisboa em 2023.


Laudetur Iesus Christus


Fonte: Vatican News

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