A espiritualidade do Padre Dehon
O Padre Dehon atravessa todas estas correntes e acontecimentos, colhendo para a sua espiritualidade e para a sua ação pastoral e social tudo quanto lhe parece bom e oportuno.Marcado desde a infância pela devoção ao Coração de Jesus, descobre, quando universitário em Paris, a espiritualidade da Escola Francesa.
06.09.2017 - 00:00:00 | 5 minutos de leitura

O Padre Dehon atravessa todas estas correntes e acontecimentos, colhendo para a sua espiritualidade e para a sua ação pastoral e social tudo quanto lhe parece bom e oportuno.Marcado desde a infância pela devoção ao Coração de Jesus, descobre, quando universitário em Paris, a espiritualidade da Escola Francesa. Já seminarista em Roma, sob influência dos Padres do Espírito Santo, seus formadores, experimenta a devoção ao Espírito Santo. Ordenado padre, regressa à sua diocese, Soissons, e é colocado como sétimo vigário na basílica de Saint-Quentin. Aí, torna-se confessor e diretor espiritual das Servas do Coração de Jesus, que o levam a abraçar decididamente a espiritualidade do Coração de Jesus, acentuando a reparação sacerdotal. O seu ideal passa a ser a reparação pelos sacerdotes e por sacerdotes. Pouco a pouco, constrói uma síntese espiritual, em que a reparação ao Coração de Jesus, ou ao Pai, em união com o Coração de Jesus, é expressa, não tanto por práticas devocionais ou litúrgicas e, menos ainda, por penitências físicas, mas sim pela vida de oblação de amor em todas as circunstâncias e momentos da vida, mesmo quando é preciso sofrer. Neste caso, a oblação, ou oferta de amor, passa a chamar-se imolação. Nos holocaustos do templo, em Jerusalém, os cordeiros ou vitelos eram oferecidos e, só depois, imolados, isto é, mortos e queimados pelo fogo sagrado. Da oblação à imolação! O Padre Dehon oferecia toda a sua pessoa, a sua vida e os seus trabalhos apostólicos e sociais, em espírito de amor e de reparação. Quando era preciso sofrer, não recuava nem desistia, e a sua oblação tornava-se imolação ao Pai, em união com Jesus. Essa oblação/imolação era consumada pelo fogo do Espírito Santo, como aconteceu com Cristo no Calvário, e fora prefigurado nos holocaustos do Antigo Testamento. É, pois, uma espiritualidade que não exige ações extraordinárias ou sacrifícios heroicos. Basta-lhe seguir o conselho de S. Paulo: “não aspireis a coisas muito elevadas, mas conformai-vos com as que são humildes” (Rom 12, 16). Viver o amor oblativo até à imolação é cumprir os próprios deveres e aceitar as cruzes da vida em união com Cristo crucificado, em espírito de abandono, com serenidade e, se possível, com alegria. O nome de “Oblatos”, que o Padre Dehon escolheu para os seus religiosos, queria exprimir essa vida de imolação.
A oblação de amor leva Leão Dehon a reviver o Ecce Venio do Verbo Incarnado, que se disponibilizou a cumprir a vontade do Pai, animado pelo Espírito, até à imolação na cruz, para salvar o mundo. A vida de oblação e de imolação unia-o a Cristo, sacerdote e vítima do seu sacerdócio. É esta a espiritualidade que deixou àqueles que o querem seguir e imitar, na vida religiosa e sacerdotal, ou na vida laical. Com efeito, desde o princípio, o Padre Dehon partilhou a sua espiritualidade, não só com os seus religiosos e sacerdotes, mas também com os leigos, homens e mulheres, empresários e trabalhadores. A espiritualidade oblativa reparadora funda-se no sacerdócio batismal, podendo animar a vida cristã e o empenhamento pastoral de todos, inclusivamente dos sacerdotes diocesanos. Os sacerdotes são chamados a oferecer Cristo ao Pai e a oferecer-se com ele e como ele. E todos os batizados são chamados a fazer o mesmo, para alegria e glória de Deus e salvação dos homens.
A Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus é chamada, de modo muito particular, a viver este ideal: “Ao fundar a Congregação dos Oblatos, Sacerdotes do Coração de Jesus, o Padre Dehon quis que os seus membros unissem, de forma explícita, a sua vida religiosa e apostólica à oblação reparadora de Cristo ao Pai pelos homens” (Cst 6). Ao Ecce Venio de Jesus, o Fundador une o Ecce Ancilla de Maria: “Nestas palavras: Ecce Venio… Ecce Ancilla… encerram-se toda a nossa vocação, a nossa finalidade, o nosso dever, as nossas promessas” (Cst 6). Tudo isto corresponde à já citada exortação de Paulo, mas, sobretudo, a esta outra: “Exorto-vos, irmãos, a que ofereçais os vossos corpos como sacrifício vivo, santo, agradável a Deus… deixai–vos transformar, adquirindo uma nova mentalidade” (Rom 12, 1-2). O Oblato/Sacerdote do Coração de Jesus, os religiosos e os leigos que vivem esta espiritualidade, oferecem o seu corpo e a sua mente a Deus. Se tomarem em todo o seu sentido palavras de Cristo na última ceia – “Fazei isto em memória de mim” (1 Cor 11, 25) -, oferecem também o sangue: “Este é o cálice do meu sangue…”. Oferecem a vida e oferecem a morte, com tudo o que os mortifica, isto é, os faz gastar-se e morrer aos poucos, no serviço de Deus e dos irmãos.
Esta atitude fundamental, expressa nas palavras Ecce Venio e Ecce Ancilla, está orientada para o amor e para a eliminação dos obstáculos ao amor, ou seja, para a reparação: “O Padre Dehon é muito sensível ao pecado… conhece os males da sociedade… espera que os seus religiosos sejam profetas do amor e servidores da reconciliação dos homens e do mundo em Cristo” (Cst 4). “Assim comprometidos com Cristo, para reparar o pecado e a falta de amor na Igreja e no mundo, prestarão com toda a sua vida, com as orações, trabalhos, sofrimentos e alegrias, o culto de amor e de reparação que o seu Coração deseja” (Cst. 7).
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