Despedimo-nos do zeloso P. Chico
Despedida do P. Francisco Sehnem, que falecera na manhã de terça-feira (14), foi realizada com a missa de corpo presente e com seu sepultamento.
Notícias
16.10.2025 - 15:00:00 | 18 minutos de leitura

Na manhã desta quarta-feira, 15 de outubro, memória litúrgica de Santa Teresa de Jesus, em Santa
Missa presidida por Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, SCJ e concelebrada por algumas dezenas de confrades e de
sacerdotes do clero secular, foi realizada a última despedida do P. Francisco Sehnem, SCJ.
Logo em seguida, ele foi transladado à Sede Provincial, Corupá, SC, onde, após a bênção da sepultura,
celebrada pelo Superior Local do Noviciado, P. Sérgio Luís da Costa, SCJ, foi realizado o sepultamento.
Nas centenas de fiéis que acorreram ao Noviciado, em Jaraguá do Sul, SC, ao longo da terça-feira e da
manhã de quarta, estavam os sentimentos de pesar e de gratidão a Deus pelo exemplo de seguimento ao Coração de
Jesus dado pelo zeloso sacerdote P. Francisco.
Antes da missa, o Secretario Provincial, P. Renato Vieira Lima, SCJ, leu o histórico do P.
Franciso que pode ser verificado na íntegra a seguir:
Histórico de Vida da P. Francisco Sehnem
Aos seis dias de agosto de 1943, no distrito de Vargem do Cedro, da cidade catarinense de São Martinho,
nasceu nosso confrade P. Francisco Sehnem, SCJ, filho de Verônica Heinzen e José Carlos Sehnem.
Em 1956, aos doze anos, ingressou na Escola Apostólica S. José, em Rio Negrinho (SC), para discernir
sua vocação ao sacerdócio e à vida religiosa.
Professou seus votos temporários de Castidade, Pobreza e
Obediência — à época chamados de Votos Simples
— no dia 2 de fevereiro de 1965, na Capela do Noviciado N. Sra. de Fátima. Sua profissão perpétua
aconteceu na cidade rio-grandense de Boa Vista do Buricá, em 2 de agosto de 1970. Naquele mesmo ano,
recebeu a ordenação diaconal em Taubaté, aos 4 de outubro, e presbiteral em sua cidade natal, aos 6
de
dezembro.
Iniciou seu dedicado ministério sacerdotal como vigário cooperador da Paróquia N. Sra. de Candelária,
na Vila Maria, em S. Paulo (SP), onde permaneceu por oito anos, de 1971 a 1978.
De 1979 a 1982, exerceu a missão de vigário paroquial da Paróquia S. Judas Tadeu, em Terra Boa (PR).
Após esse período, dedicou-se aos estudos em Roma, especializando-se em Teologia e na devoção ao Sagrado
Coração de Jesus.
Concluídos seus estudos, assumiu a função de Diretor da Casa de Retiros Padre Dehon, em Brusque (SC),
onde permaneceu de 1985 a 1987, conduzindo retiros, ministrando formações e zelando pela boa gestão
daquela casa.
Em 1988, residiu no Noviciado N. Sra. de Fátima, em Jaraguá do Sul, iniciando sua jornada como
formador, continuada, nos dois anos imediatamente seguintes, no Convento SCJ, em Brusque.
Em 1991, retornou ao Noviciado, na condição de Mestre de Noviços
e Superior Local. Em 1994,
concomitantemente à função de Mestre, desempenhou a importante missão de Conselheiro da grande
Província
BM, da qual a região sul-brasileira passou a ser uma entidade com gestão e organização próprias em
1995,
tendo o P. Francisco como seu primeiro Superior (de 1995 a meados de 2001).
Em 2002, voltou a residir na capital italiana, contribuindo com o Centro Studi Dehoniani, aprofundando
ainda mais os estudos sobre o Coração de Jesus e sobre o Venerável P. Léon Dehon.
Em 2004, passou a residir em Corupá, sendo o encarregado da criação de um Centro Latino-americano de
Espiritualidade Dehoniana. Em 2007, foi transferido a Vargem do Cedro, sua cidade natal, onde
desempenhou a função de Administrador Paroquial. No ano seguinte, retornou à formação, passando a
residir no Seminário de Corupá, onde também foi Superior Local por um triênio.
Em 2011, retornou, pela quarta vez, ao Noviciado N. Sra. de Fátima, de onde nunca mais saiu,
perpetuando seu compromisso com uma formação séria, eloquente, humana, integral e espiritual, conduzindo
seus formandos, amigos, confrades e os leigos da comunidade local à experiência com o Diviníssimo
Coração de Jesus Cristo.
P. Francisco também deixou uma centena de textos produzidos,
entre ensaios e livros publicados. Aliás,
há exatos 48 dias, fez um gesto àquele momento inesperado, mas agora, pela fé e pela sabedoria dos
desígnios sempre retos de Deus, compreensível: deixou, num disco rígido, toda a sua produção
intelectual
na Secretaria Provincial, pedindo que seu legado fosse perpetuado.
Na manhã do último dia 14 de outubro, memória litúrgica de S. Calisto I, Papa e Mártir, concluiu sua
missão entre nós, apresentando-se diante de Deus como um servo bom e fiel, que completou sua carreira,
combateu sempre o bom combate e, mesmo em face das adversidades da vida, da enfermidade e da debilidade
senhoril, guardou sua fé.
Fez muito, mas, mais do que isso, amou muito — e agora contempla, apaixonadamente, o rosto do
Deus-Amor.
Anima eius et animae omnium fidelium defunctorum, per misericordiam Dei, requiescant in
pace. Amen.
Segue a homilia da missa presidida por D. Murilo Sebastião:
Exéquias do Padre Francisco Sehnem, SCJ
Noviciado N. Sra. de Fátima, 15.10.2025
Faz parte do ministério clerical presidir exéquias. Quando o fazemos, somos chamados a rezar pelos que
partiram para a eternidade, a consolar as pessoas que perderam um parente ou amigo, e a lembrar a todos que
não temos aqui morada permanente. Como lembrava Santa Teresa d'Ávila, cuja memória é celebrada hoje, "Tudo
passa !... Só Deus não muda !... Só Deus basta!".
Quando, como ministros do Senhor, somos chamados a presidir as exéquias de uma pessoa próxima de nós, a
sensação que se tem é diferente, difícil até de se exprimir. É o que acontece comigo hoje: presido as
exéquias de um confrade que foi meu companheiro quase que desde os meus primeiros passos na formação em
vista da vida religiosa e sacerdotal. No tempo da formação, Padre Francisco Sehnem estava um ano atrás de
mim, e fomos sendo colegas no Seminário de Corupá, aqui no Noviciado, na Filosofia, em Brusque, e na
Teologia, em Taubaté. Como religiosos e sacerdotes, tomamos caminhos diferentes, mas sempre nos encontrando.
Nada mudou entre nós, nem quando assumi cargos na Congregação e na Igreja, nem quando ele assumiu uma série
de responsabilidades na Congregação. Continuamos amigos, confrades amigos.
Seu falecimento, ontem, fez nascer em meu coração duas perguntas: (1ª) O que Padre Francisco levou para a
eternidade? (2ª) O que Padre Francisco deixou atrás de si?
O que Padre Francisco levou para a eternidade? Ele levou a fé,
recebida no coração de
sua família, em Vargem do Cedro. Ele levou o desejo de se consagrar totalmente ao Coração de Jesus pela
vida religiosa dehoniana e pela vida sacerdotal. Ele levou o amor ao Coração de Jesus - amor que tomou
conta de seu coração ao longo de seus passos.
O evangelista João, testemunha dos acontecimentos no Calvário, descreveu o que viu em relação a Jesus: "Um
dos soldados abriu-lhe o lado com a lança e, imediatamente, saiu sangue e água". O que o evangelista diz em
seguida bem que poderia ser aplicado ao Padre Francisco: "Aquele que viu dá testemunho, e o seu testemunho é
verdadeiro, e ele sabe que fala a verdade, para que também vós creais". Padre Francisco foi testemunha do
amor do Coração de Jesus por nós. Como amigo do Coração de Jesus, tendo entrado em sua intimidade, ele
ensinou a muitos em que consiste esta espiritualidade, e muito escreveu sobre ela, especialmente à luz do
que aprendeu nos seus estudos sobre o Padre Dehon. No final de sua vida, foi chamado a "completar em sua
carne o que falta aos sofrimentos de Cristo, em favor de seu corpo que é a Igreja". Como Coração de Jesus
foi a razão de sua vida, ele se esforçou para, na linha do que o apóstolo Paulo escreveu aos Colossenses,
poder comparecer diante do Senhor como santo, íntegro e irrepreensível.
O que o Padre Francisco deixou atrás de si? Ele deixou amigos, muitos
amigos, e me
alegro de ter sido um deles. Deixou alunos (seminaristas, noviços, religiosos e religiosas) formados por
seus ensinamentos.
Ele deixou marcas profundas na vida de nossa Congregação e, particularmente, na de nossa Província BRM.
Deixou a lembrança de seu jeito simples, transparente e direto. Deixou-nos seu "humor inglês". Padre
Francisco nos deixou seu testemunho de fidelidade. Ele deixou uma grande quantidade de escritos,
particularmente sobre a espiritualidade do Coração de Jesus, sobre nossa Congregação e sobre Nossa Senhora.
Cada um de vocês, e muitos outros, poderiam me ajudar a aumentar a lista do que ele nos deixou.
Temos uma dívida para com o Coração de Jesus, pois ele nos deu um
irmão que tanto nos
enriqueceu, e que vai continuar nos enriquecendo com o que viveu e escreveu. Seus escritos se constituem
em tesouro que tem ainda muito a ser explorado.
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!" Seja ele o Bom Pastor, aquele Coração que tanto amou os homens, a
acolher este nosso irmão na eternidade. Seja ele a dar ao Padre Francisco as riquezas que o Pai preparou
para aqueles que o amaram, o serviram e lhe foram fiéis até à morte!
Continuemos em prece pelo descanso eterno desse nosso irmão, agradecidos pelo precioso dom de
sua vida.
Vivat Cor Iesu.
Histórico de Vida da P. Francisco Sehnem
Aos seis dias de agosto de 1943, no distrito de Vargem do Cedro, da cidade catarinense de São Martinho,
nasceu nosso confrade P. Francisco Sehnem, SCJ, filho de Verônica Heinzen e José Carlos Sehnem.
Em 1956, aos doze anos, ingressou na Escola Apostólica S. José, em Rio Negrinho (SC), para discernir
sua vocação ao sacerdócio e à vida religiosa.
Professou seus votos temporários de Castidade, Pobreza e
Obediência — à época chamados de Votos Simples
— no dia 2 de fevereiro de 1965, na Capela do Noviciado N. Sra. de Fátima. Sua profissão perpétua
aconteceu na cidade rio-grandense de Boa Vista do Buricá, em 2 de agosto de 1970. Naquele mesmo ano,
recebeu a ordenação diaconal em Taubaté, aos 4 de outubro, e presbiteral em sua cidade natal, aos 6
de
dezembro.
Iniciou seu dedicado ministério sacerdotal como vigário cooperador da Paróquia N. Sra. de Candelária,
na Vila Maria, em S. Paulo (SP), onde permaneceu por oito anos, de 1971 a 1978.
De 1979 a 1982, exerceu a missão de vigário paroquial da Paróquia S. Judas Tadeu, em Terra Boa (PR).
Após esse período, dedicou-se aos estudos em Roma, especializando-se em Teologia e na devoção ao Sagrado
Coração de Jesus.
Concluídos seus estudos, assumiu a função de Diretor da Casa de Retiros Padre Dehon, em Brusque (SC),
onde permaneceu de 1985 a 1987, conduzindo retiros, ministrando formações e zelando pela boa gestão
daquela casa.
Em 1988, residiu no Noviciado N. Sra. de Fátima, em Jaraguá do Sul, iniciando sua jornada como
formador, continuada, nos dois anos imediatamente seguintes, no Convento SCJ, em Brusque.
Em 1991, retornou ao Noviciado, na condição de Mestre de Noviços
e Superior Local. Em 1994,
concomitantemente à função de Mestre, desempenhou a importante missão de Conselheiro da grande
Província
BM, da qual a região sul-brasileira passou a ser uma entidade com gestão e organização próprias em
1995,
tendo o P. Francisco como seu primeiro Superior (de 1995 a meados de 2001).
Em 2002, voltou a residir na capital italiana, contribuindo com o Centro Studi Dehoniani, aprofundando
ainda mais os estudos sobre o Coração de Jesus e sobre o Venerável P. Léon Dehon.
Em 2004, passou a residir em Corupá, sendo o encarregado da criação de um Centro Latino-americano de
Espiritualidade Dehoniana. Em 2007, foi transferido a Vargem do Cedro, sua cidade natal, onde
desempenhou a função de Administrador Paroquial. No ano seguinte, retornou à formação, passando a
residir no Seminário de Corupá, onde também foi Superior Local por um triênio.
Em 2011, retornou, pela quarta vez, ao Noviciado N. Sra. de Fátima, de onde nunca mais saiu,
perpetuando seu compromisso com uma formação séria, eloquente, humana, integral e espiritual, conduzindo
seus formandos, amigos, confrades e os leigos da comunidade local à experiência com o Diviníssimo
Coração de Jesus Cristo.
P. Francisco também deixou uma centena de textos produzidos,
entre ensaios e livros publicados. Aliás,
há exatos 48 dias, fez um gesto àquele momento inesperado, mas agora, pela fé e pela sabedoria dos
desígnios sempre retos de Deus, compreensível: deixou, num disco rígido, toda a sua produção
intelectual
na Secretaria Provincial, pedindo que seu legado fosse perpetuado.
Na manhã do último dia 14 de outubro, memória litúrgica de S. Calisto I, Papa e Mártir, concluiu sua
missão entre nós, apresentando-se diante de Deus como um servo bom e fiel, que completou sua carreira,
combateu sempre o bom combate e, mesmo em face das adversidades da vida, da enfermidade e da debilidade
senhoril, guardou sua fé.
Fez muito, mas, mais do que isso, amou muito — e agora contempla, apaixonadamente, o rosto do
Deus-Amor.
Anima eius et animae omnium fidelium defunctorum, per misericordiam Dei, requiescant in
pace. Amen.
Noviciado N. Sra. de Fátima, 15.10.2025
Faz parte do ministério clerical presidir exéquias. Quando o fazemos, somos chamados a rezar pelos que
partiram para a eternidade, a consolar as pessoas que perderam um parente ou amigo, e a lembrar a todos que
não temos aqui morada permanente. Como lembrava Santa Teresa d'Ávila, cuja memória é celebrada hoje, "Tudo
passa !... Só Deus não muda !... Só Deus basta!".
Quando, como ministros do Senhor, somos chamados a presidir as exéquias de uma pessoa próxima de nós, a
sensação que se tem é diferente, difícil até de se exprimir. É o que acontece comigo hoje: presido as
exéquias de um confrade que foi meu companheiro quase que desde os meus primeiros passos na formação em
vista da vida religiosa e sacerdotal. No tempo da formação, Padre Francisco Sehnem estava um ano atrás de
mim, e fomos sendo colegas no Seminário de Corupá, aqui no Noviciado, na Filosofia, em Brusque, e na
Teologia, em Taubaté. Como religiosos e sacerdotes, tomamos caminhos diferentes, mas sempre nos encontrando.
Nada mudou entre nós, nem quando assumi cargos na Congregação e na Igreja, nem quando ele assumiu uma série
de responsabilidades na Congregação. Continuamos amigos, confrades amigos.
Seu falecimento, ontem, fez nascer em meu coração duas perguntas: (1ª) O que Padre Francisco levou para a
eternidade? (2ª) O que Padre Francisco deixou atrás de si?
O que Padre Francisco levou para a eternidade? Ele levou a fé,
recebida no coração de
sua família, em Vargem do Cedro. Ele levou o desejo de se consagrar totalmente ao Coração de Jesus pela
vida religiosa dehoniana e pela vida sacerdotal. Ele levou o amor ao Coração de Jesus - amor que tomou
conta de seu coração ao longo de seus passos.
O evangelista João, testemunha dos acontecimentos no Calvário, descreveu o que viu em relação a Jesus: "Um
dos soldados abriu-lhe o lado com a lança e, imediatamente, saiu sangue e água". O que o evangelista diz em
seguida bem que poderia ser aplicado ao Padre Francisco: "Aquele que viu dá testemunho, e o seu testemunho é
verdadeiro, e ele sabe que fala a verdade, para que também vós creais". Padre Francisco foi testemunha do
amor do Coração de Jesus por nós. Como amigo do Coração de Jesus, tendo entrado em sua intimidade, ele
ensinou a muitos em que consiste esta espiritualidade, e muito escreveu sobre ela, especialmente à luz do
que aprendeu nos seus estudos sobre o Padre Dehon. No final de sua vida, foi chamado a "completar em sua
carne o que falta aos sofrimentos de Cristo, em favor de seu corpo que é a Igreja". Como Coração de Jesus
foi a razão de sua vida, ele se esforçou para, na linha do que o apóstolo Paulo escreveu aos Colossenses,
poder comparecer diante do Senhor como santo, íntegro e irrepreensível.
O que o Padre Francisco deixou atrás de si? Ele deixou amigos, muitos
amigos, e me
alegro de ter sido um deles. Deixou alunos (seminaristas, noviços, religiosos e religiosas) formados por
seus ensinamentos.
Ele deixou marcas profundas na vida de nossa Congregação e, particularmente, na de nossa Província BRM.
Deixou a lembrança de seu jeito simples, transparente e direto. Deixou-nos seu "humor inglês". Padre
Francisco nos deixou seu testemunho de fidelidade. Ele deixou uma grande quantidade de escritos,
particularmente sobre a espiritualidade do Coração de Jesus, sobre nossa Congregação e sobre Nossa Senhora.
Cada um de vocês, e muitos outros, poderiam me ajudar a aumentar a lista do que ele nos deixou.
Temos uma dívida para com o Coração de Jesus, pois ele nos deu um
irmão que tanto nos
enriqueceu, e que vai continuar nos enriquecendo com o que viveu e escreveu. Seus escritos se constituem
em tesouro que tem ainda muito a ser explorado.
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!" Seja ele o Bom Pastor, aquele Coração que tanto amou os homens, a
acolher este nosso irmão na eternidade. Seja ele a dar ao Padre Francisco as riquezas que o Pai preparou
para aqueles que o amaram, o serviram e lhe foram fiéis até à morte!
Fonte: Comunicação BRM
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