Jubileu Dehoniano 2026 em Quito, no Equador

Religiosos e leigos dehonianos de diversas localidades do mundo reuniram-se em Quito, no Equador, para o Jubileu Dehoniano, um encontro de fraternidade, de fé e de espiritualidade dehoniana.

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17.03.2026 - 18:19:00 | 3 minutos de leitura

Jubileu Dehoniano 2026 em Quito, no Equador

Entre os dias 9 e 14 de março, segunda-feira a sábado, aconteceu, em Quito, no Equador, o Jubileu Dehoniano, que concretiza o segundo dos quatro encontros internacionais em preparação aos 150 anos da Congregação dos Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus – o primeiro, o de 2025, foi em Saint-Quentin, na França, onde tudo começou. Estiveram presentes, nos dias do encontro, muitos religiosos e leigos de diversas partes do mundo e da Província Brasileira Meridional (BRM) foram 9 religiosos e leigos.

Com o tema “Por Ele vivemos: é Cristo que vive em mim”, o encontro contou com palestras e diversas atividades. Os religiosos reuniram-se, durante seis dias, em um clima de fraternidade e memória dehoniana, aprofundando os conhecimentos sobre a espiritualidade e as atividades do Fundador, recordando os pontos importantes sobre a missão no Equador e sobre as missões que se desdobraram dessa. Ademais, houve um destaque para o 183º aniversário do nascimento de Padre Dehon no dia 14, sábado. 

A missão do Equador foi a primeira experiência ad gentes – em terras distantes – da Congregação. Padre Dehon enviou missionários para realizar essa missão em 1888, no ano que ele recebe da Santa Sé o Decretum Laudis – Decreto de Louvor –, determinando a aprovação da Congregação na Santa Sé, para que ela passasse a ser de direito Pontifício, o que a tornou livre para atuar em outros países. Mas, essa missão ficou conhecida na história como “fracasso fecundo”.

Padre Dehon visava construir no Equador a “República do Sagrado Coração”. Para isso enviou logo dois padres dehonianos, a fim de formar o clero, auxiliar nos trabalhos pastorais e catequisar o povo. Eram eles: P. Ireneu Blanc e P. Gabriel Grison foram os primeiros a serem enviados. Estabeleceram-se em Quito e em cidades costeiras, como Bahía de Caráquez. Eles enfrentaram dificuldades de adaptação ao clima e isolamento geográfico. Mas, a missão terminou abruptamente por conta de instabilidades políticas no país: a Revolução Liberal foi a causa, com a ascensão do governo Eloy Alfaro e com o anticlericalismo. Ela levou à expulsão de ordens religiosas estrangeiras e provocou a expulsão dos dehonianos do país em 1896.

Esse “fracasso” dos missionários que saíram do Equador levou a alguns deles iniciarem missões no Congo, em 1897, e no Brasil em 1903. Portanto, essa missão, apesar de ter fracassada fecundou outras duas missões que até hoje geram frutos para a Congregação e para toda a Igreja.

Além disso, pós exatos 100 anos, os dehonianos retornaram ao Equador em 1997, retomando os trabalhos em Quito e Bahía de Caráquez, onde atuam hoje com centros de idosos e programas de alimentação.

Rezemos pelas missões e pelos religiosos do Equador. Que Deus continue fortalecendo e gerando frutos à Igreja a partir de seu testemunho missionário.

Vivat Cor Iesu!

Fonte: Comunicação BRM
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