Padre Leonardo Jacomelli preside sua primeira Missa em Ituporanga
Celebração das primícias sacerdotais reuniu família, comunidade e religiosos na Matriz da Paróquia Santo Estêvão.
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15.12.2025 - 13:00:00 | 9 minutos de leitura

A comunidade de Ituporanga viveu um momento de profunda fé e emoção neste terceiro
Domingo do Advento, 14 de dezembro, com a celebração da primeira missa do P. Leonardo Jacomelli, SCJ, na Matriz
da Paróquia Santo Estêvão. A Eucaristia marcou o primeiro exercício público do ministério presbiteral do
neossacerdote, ordenado no dia anterior. A igreja esteve repleta de fiéis, familiares, sacerdotes, religiosos da
Congregação dos Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus e membros de diversas comunidades.
Na celebração da primeira missa, vivida como primícias sacerdotais, um gesto simples e profundamente
comovente marcou a assembleia. Os pais do P. Leonardo, Antônio Luiz Jacomelli e Irene Jacomelli, percorreram a
igreja cumprimentando os fiéis banco por banco, em um sinal de acolhida, gratidão e proximidade que emocionou a
comunidade presente.
“És Tu aquele que há de vir?”
A homilia das primícias sacerdotais foi proferida pelo P. Eduardo Nunes Pugliesi, SCJ, da Província
Brasil São Paulo (BSP). Partindo do Evangelho do dia, o sacerdote refletiu sobre a pergunta feita por João
Batista: “És Tu aquele que há de vir?” e a crise vivida por quem dedicou toda a vida a anunciar o Messias e,
ainda assim, precisou atravessar a prova, a prisão e a incompreensão.
P. Eduardo destacou que João Batista, mesmo profundamente unido a Deus, também precisou purificar
suas expectativas sobre o modo como o Messias atuaria, recordando que o agir de Deus nem sempre corresponde às
projeções humanas, mas permanece fiel à sua promessa de salvação.
“Você é um deles”
Dirigindo-se diretamente ao neossacerdote, o pregador recordou que, no dia anterior, P. Leonardo
havia sido ungido de modo singular, sendo configurado a Cristo Sacerdote. “Ontem, aos olhos de todos, você
recebeu uma unção abundante em suas mãos. Mais do que um rito, foi a unção que o próprio Cristo Sacerdote
partilhou contigo. E essa missão não se refere apenas ao Messias, mas a todos aqueles com quem Ele quis
partilhar a sua obra. E você é um deles.
Ao aprofundar o sentido espiritual da unção, P. Eduardo afirmou que o ministério sacerdotal é chamado
a devolver sentido à vida das pessoas, especialmente àquelas marcadas pela dor, pelo desânimo e pela perda da
esperança.
“Pela Palavra que você vai anunciar, a vida de muita gente será costurada pelo fio de ouro que só a
Palavra de Deus pode dar. Você devolverá a vista a muitos cegos, fará paralíticos andar e ajudará a levantar
aqueles que, ao longo do caminho, se deixaram paralisar pelo desânimo”.
Uma unção recebida para ser partilhada
O sacerdote exortou o novo padre a não subestimar a graça recebida, recordando que ela não nasce de
méritos pessoais, mas vem de Deus. “Não subestime a capacidade que tens de levantar os mortos. Essa graça não
vem de ti, vem de Deus. Recebeste uma unção para partilhá-la, não para guardá-la”. P. Eduardo também sublinhou a
importância da proximidade com os que sofrem, convidando-o a nunca se afastar dos caminhos do serviço e da
caridade. “Não te esqueças do caminho dos hospitais, da visita às pessoas que mais precisam, independentemente
do ofício que Deus vier a confiar-te ao longo da vida”.
Ao final da homilia, P. Eduardo repetiu o gesto realizado dias antes no tríduo preparatório, beijando
as mãos do P. Leonardo, agora ungidas. O gesto, feito em nome do povo de Deus, expressou reverência à história
vocacional do neossacerdote e à missão que lhe foi confiada.
Na exortação final, deixou-lhe um conselho marcado pela experiência pastoral:
“Não desanimes. Guarda como tesouro tudo o que estás vivendo nesses dias. A crise virá, mas quando
vier, conversa com Deus e faz memória de tudo o que Ele realizou em tua vida”.
Ação de graças e emoção na primeira Comunhão
Durante a celebração, um dos momentos mais intensos foi vivido no instante após o Rito da Comunhão,
quando o P. Leonardo, visivelmente emocionado, recolheu-se em profunda emoção, expressando, em lágrimas, a
gratidão pelo dom do sacerdócio e pela graça de presidir, pela primeira vez, a Eucaristia. Ao final da missa,
manifestou publicamente sua ação de graças a Deus, à família, à Congregação SCJ e a todos que o acompanharam ao
longo da formação.
“Nesses dois dias de celebração, pude experimentar fortemente em meu coração a gratidão por tudo o
que Deus fez em mim, na minha família, nos meus amigos e nesta comunidade. O mistério de Deus é tão grande que,
às vezes, transborda em lágrimas, tamanha a gratidão pela sua graça, abundante em nossa vida e em nossa Igreja”.
“O amor de Cristo sempre me impeliu”
Ao recordar seu lema sacerdotal, P. Leonardo afirmou que toda a sua caminhada vocacional foi
sustentada pelo amor de Cristo. “O amor de Cristo sempre me impeliu: ao sair de casa, trancar a faculdade,
entrar no seminário, persistir diante das provações e desafios. Tenho certeza de que foi Ele quem me trouxe até
aqui e que, a partir daqui, continuará a me impelir para uma grande missão”.
Rumo à primeira missão sacerdotal
O neossacerdote também falou sobre o futuro ministério, anunciando que, a partir de 2026, assumirá
sua primeira missão no Santuário Sagrado Coração de Jesus, em Joinville. “Impelido pelo amor de Cristo, assumo
minha primeira missão no Santuário onde vivi meu primeiro estágio vocacional e onde professei meus votos
perpétuos. Uma alegria voltar e saber que estarei no Coração de Jesus, para que as pessoas possam cada vez mais
encontrá-lo”.
Encerrando sua fala, reafirmou o carisma dehoniano que deseja viver no sacerdócio: “Levar as pessoas
ao Coração de Cristo e levar Cristo ao coração das pessoas”.
Ao final da celebração, P. Leonardo consagrou sua vida e seu ministério sacerdotal à Virgem Maria,
confiando à Mãe dos sacerdotes o dom recebido por meio de sua primeira Eucaristia como presbítero e colocando
sob sua proteção toda a missão que inicia na Igreja.
Após a celebração, a comunidade se reuniu no salão da igreja Matriz da Paróquia Santo Estêvão para o
almoço de confraternização.
Vivat Cor Iesu!
Vivat Cor Iesu!
Fonte: Juliane Ferreira
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