Retiro dos Leigos Dehonianos em Tuparendi-RS
No dia 26 de outubro, domingo, reuniram-se 55 Leigos Dehonianos advindos de diversas localidades da Província BRM, a fim de viverem momentos de comunhão e fraternidade em seu retiro, na cidade de Tuparendi (RS).
Notícias
05.11.2025 - 10:00:00 | 10 minutos de leitura

A chegada
A equipe de coordenação da BRM que se deslocou de Brusque ao
RS foi composta por Elizeu Zucchi, Sandra Cani, Pedro Tavares de Lima, Milton e Ruth
Pinotti, Zeno e Ana Regina Petermann, e Simone Medeiros. Após o dia inteiro de viagem (dia 24), nossa
recepção foi em Tuparendi-RS, na casa da Leci e do Roque Cappellari (que hospedou Elizeu e Pedro), com churrasco
bom e chimarrão, bem ao estilo gaúcho. Estavam presentes P. Aldo Lisboa, SCJ, pároco da Paróquia Nossa Senhora
Aparecida; o casal Marinez e Roque Avrella (que hospedou Milton, Ruth, Zeno e Regina); Ione Maria Oliveira (que
hospedou Sandra e Simone); e Lisete Rosa Cembranel, que nos acolheram com muita alegria e entusiasmo.
Retribuímos como dehonianos, lavando a louça!
Um sábado de visitas missionárias (dia 25/10)
Um grupo partiu para Crissiumal, às 8h, com a missão
de reiterar o convite para o Retiro e conversar sobre o futuro do grupo diante da transferência da administração
da Paróquia Três Anjos Mártires das Missões para a Diocese de Frederico Westphalen. Recebidos pelo pároco, P.
Elói Schons, SCJ, pelo vigário, P. Renato Rohr, SCJ, e pela coordenadora do grupo de leigos, Marlene Lippert
Vettorello, Elizeu salientou a necessidade de manter vivo o carisma dehoniano na nova realidade da comunidade e
apresentou o áudio enviado pelo Provincial da BRM, P. Sildo César da Costa, SCJ. P. Elói e Marlene se comprometeram a
buscar uma articulação no sentido de manter o grupo integrado às ações dos outros grupos do Setor 6. Ali
visitamos também o ateliê de marcenaria do P. Renato, conhecendo um pouco do seu talento criativo.
Nossa segunda visita foi em Nova Candelária, Paróquia Nossa Senhora da Purificação. Tivemos uma breve
conversa com o pároco, P. Gilberto Luiz R. de Miranda, sendo a situação idêntica à de Crissiumal. O Fr. Alexandre Johann nos guiou até a casa de Clarides Cecília Weber Ody, coordenadora do grupo de leigos dehonianos da região. Ela e o esposo nos receberam com carinho, ouviram atentamente a mensagem do P. Sildo e as sábias palavras
de Elizeu, demonstrando disposição em seguir com os encontros do grupo. Recebemos com gratidão os pêssegos, ovos
caipiras e potes de chimia (Schmier, em alemão).
Depois de uma pausa para almoçar no Restaurante Panorâmico, já em Boa Vista do Buricá, visitamos o
casal Ilário e Marlene Weizenmann, que integrou o grupo de Boa Vista após o Retiro de 2024. Conversamos bastante
sobre o carisma dehoniano, sobre o Iter Formativo e sobre a experiência da vida em comunidade como grupo de
leigos. Elizeu enfatizou o Compromisso Apostólico e a disposição individual de cada leigo em viver em comunhão
com o Sagrado Coração de Jesus, como profetas do amor e ministros da reparação. Oblação, reparação, com coração
e mente abertos.
Chovia forte quando chegamos à casa da Marli Fin, que já nos aguardava junto com seu esposo, Inácio,
com um maravilhoso café. Com a alegria contagiante de sempre, relembramos juntos toda a sua trajetória como
leiga dehoniana, os desafios e superações, e a certeza de ter esse carisma selado no coração. Saímos da visita
muito gratos pela partilha e disponibilidade da Marli e dos leigos de Boa Vista do Buricá.
Anoitecia quando chegamos novamente a Tuparendi, onde teríamos dois compromissos. O primeiro foi a
missa presidida pelo P. Aldo, com uma homilia sobre o coração humilde. Os leigos participaram da liturgia com
leituras e música. Ao final da celebração, recebemos a oração de toda a comunidade e a bênção para o Retiro.
Após a missa, fomos direto para o Jantar do Costelão e Ovelha, na Sociedade Santo Antônio.
Sentimo-nos muito bem acolhidos e pudemos observar o clima de integração familiar e comunitário. Ah! Estava tudo
delicioso!
O Retiro
Com o tema “Padre Dehon: esperança e misericórdia”, o Retiro Anual dos Leigos Dehonianos do Rio Grande do Sul reuniu
55 leigos de Tuparendi, Boa Vista do Buricá, Nova Candelária e da Coordenação da BRM. A manhã de domingo iniciou
com a acolhida fraterna e um belíssimo café comunitário, que traduziu em quitutes os talentos culinários de cada
um dos participantes.
A adoração foi conduzida pelo P. Tomas Mittelstaed, SCJ, e por um grupo de leigos dehonianos. Pedro,
de Brusque, e Carmo Barth, de Boa Vista do Buricá, foram os animadores do Retiro com seus dons musicais.
“Quando começamos na escola do Coração de Jesus?”
Com essas palavras, P. Thomas iniciou a pregação do nosso Retiro (Mateus 13,
1-12). Transitou pelas parábolas, explicando que as parábolas de Jesus surgem sempre de uma provocação, uma
pergunta. Relatou que, quando menino, era o seu coração que batia no Coração de Jesus. E agora, adulto, deseja
renovar essa experiência, para que a semente germine (esperança). O coração é o lugar da escolha, da decisão.
Fazer a experiência da escolha de viver a intimidade do Coração de Jesus é o que deve haver na vida do leigo
dehoniano. Não é a aparência: a essência do leigo dehoniano está no amor ao Coração de Jesus. A confiança no
Coração de Jesus, a esperança e não o desespero, foi o que levou o Padre Dehon
a esperar no Senhor. Levou-nos a refletir: “Qual é o seu maior projeto de vida?”
Falou também sobre a misericórdia do Coração de Jesus, em Lucas 15, 11-32. A parábola do filho
pródigo foi lindamente explicitada. Trouxe o relato do pai, o menino e um feixe de capim: “Quem muito abraça,
pouco aperta!” E as perguntas: estamos reconciliados com nossos padres, com a nossa Congregação? Com quem você
precisa se reconciliar?
Em Lucas 10, 25-37, a parábola do bom samaritano foi refletida com trabalho em grupos: que personagem
é você nessa parábola? Precisamos deixar de ser os ladrões; precisamos deixar de ser os doutores da Lei;
precisamos deixar de ser os sacerdotes para nos configurarmos ao bom samaritano!
Em Lucas 15, 3-7, na parábola da ovelha perdida, a misericórdia de Deus é para ser usada na vida em comunidade. É algo precioso que não pode ser
guardado, mas usado em abundância com os irmãos, com a família, nos relacionamentos. E deve ser usada conosco mesmos também.
“Bem-aventurados os que, sem terem visto, acreditam” (João 20, 29)
Como herdeiros de Padre Dehon
, somos os filhos que herdaram o carisma. A fé viva. Nosso Senhor gosta da fé viva, da fé pura e
sem ambiguidades, que não procura consolações e que sabe agir tanto na aridez como na alegria espiritual
(Diretório Espiritual, 153). Padre Dehon: esperança e misericórdia!
A missa do Retiro
A celebração da missa foi outro ponto forte do Retiro, onde a pertença e a identidade dehonianas
ficaram mais do que evidentes diante da igreja ocupada pelos leigos. A liturgia teve o casal Ruth e Milton
Pinotti cantando o salmo pela primeira vez. Foi lindo!
Para vivermos na prática o que já havíamos escutado sobre a necessidade de buscarmos a
reconciliação na vida cotidiana, Elizeu e Sandra supreenderam a todos ao realizarem a cerimônia do Lava-Pés com o P. Thomas,
representando todos os nossos padres e a nossa Província, e com Leci, animadora do Setor do Rio Grande do Sul, representando todos
os leigos dehonianos. Um sinal da nossa humanidade, espiritualidade do serviço e fraternidade. Foi um momento de
muito significado e emoção, não somente para os envolvidos diretamente, mas para todos os presentes.
O almoço do Retiro
Momento de animação, alegria e integração. Tudo muito bem elaborado e organizado e, acima de tudo,
com o sabor do Rio Grande do Sul.
Momentos finais do Retiro
Cantamos em diversos momentos o hino do centenário, e foi com ele que encerramos o nosso encontro de
2025.
Viva, viva, viva, o Coração, o Coração de Jesus!
Fonte: Simone Medeiros - Animadora de setor dos Leigos Dehonianos
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