Um Cristianismo vivo
Apesar de tudo, o século XIX conhece um cristianismo vivo. A partir de 1850, renasce o interesse pelo fenómeno religioso. Surgem místicos e santos, que, tal como o Padre Dehon, se afirmam, não tanto por escritos originais, quanto por obras em favor dos fracos e dos pobres, das crianças e dos jovens.
06.09.2017 - 00:00:00 | 3 minutos de leitura

Apesar de tudo, o século XIX conhece um cristianismo vivo. A partir de 1850, renasce o interesse pelo fenómeno religioso. Surgem místicos e santos, que, tal como o Padre Dehon, se afirmam, não tanto por escritos originais, quanto por obras em favor dos fracos e dos pobres, das crianças e dos jovens.
As mulheres, que na sociedade ainda não desempenhavam um papel de relevo, começam a afirmar-se na Igreja com uma atividade intensa e eficaz. Se a maioria delas continua no importante serviço de cuidar do lar e educar os filhos, também na fé, várias lançam e gerem iniciativas notáveis nos campos da educação, da saúde e da catequese. Entre muitas outras, limito-me a citar Ana Maria Rivier (+1838) e Sofia Barat (+1865). O clero confia nas mulheres e na importância da sua ação para combater a descristianização crescente, e para construir um novo futuro para a Igreja e para a sociedade.
A partir de 1840, o clero aumenta notavelmente, mantendo-se numeroso e jovem até à I Guerra Mundial, já no século XX. Respeitava-se “le bon curé”, o pároco da aldeia, próximo do povo, autoridade local e catequista, que geralmente se dedicava a uma pastoral de manutenção. Entretanto, foram surgindo outros sacerdotes que, em colaboração com leigos notáveis, lançam o chamado catolicismo social, empenhando-se na defesa e promoção do proletariado, apostando na sua formação humana e cristã, bem como na sensibilização dos patrões para os direitos dos trabalhadores. Este movimento afirmava a legitimidade da intervenção da Igreja e a do Estado na questão social, para proteger a comunidade e as suas partes. Batia-se por um salário mínimo que permitisse ao operário permanecer sóbrio e honesto. Preferia o recurso a estâncias intermédias para a solução da questão social, evitando o estatismo e o socialismo. Estes princípios, que o Padre Dehon abraçou e promoveu, acabaram por ser consagrados na encíclica Rerum Novarum, do Papa Leão XIII, em 1891.
Na primeira metade do século XIX, a iniciação religiosa da juventude era muito limitada. É o tempo dos “filhos da Revolução”, isto é, daqueles que nasceram em ambiente fortemente marcado pelas ideias revolucionárias de 1789 e não tiveram uma formação religiosa adequada. Um exemplo concreto é o pai do Padre Dehon, Júlio Alexandre Dehon, homem reto mas pouco praticante da religião. Para a grande maioria dos batizados, a primeira comunhão, no fim da infância, era também a última. Com a adolescência, começava o trabalho e terminava a prática da religião.
Por volta de 1880, os leigos começam a empenhar-se na catequese e o nível de formação religiosa atinge o seu auge cerca do ano de 1900. Os “oratórios” tentam segurar os adolescentes e jovens no âmbito da igreja. É o caso do “oratório” de S. João Bosco e da Obra de S. José, criada pelo Padre Dehon, quando vigário paroquial em Saint-Quentin (1870-1878).
Entretanto, o mundo operário cresce e, a partir de 1880, começa a afastar-se progressivamente da Igreja. Em 1900, a maioria dos operários ainda é católica ou protestante. Mas raramente pratica a religião e considera a Igreja como aliada dos ricos e poderosos. Sendo assim, impunha-se, cada vez mais, a substituição da religião cristã, julgada inútil e perniciosa, por uma outra espécie de nova religião, – o socialismo.
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